Coletivo Flores no SESC Cultura Convida


Por meio do incentivo à pesquisa e à produção nas diversas manifestações artísticas, culturais, da memória e do patrimônio cultural brasileiro, reafirmando o papel inovador e propositivo da Instituição na promoção de ações para o desenvolvimento humano e social, o Sesc Cultura ConVIDA! selecionou 470 propostas de todo o Brasil nas áreas de arte educação, artes cênicas, artes visuais, audiovisual, biblioteca/literatura, música e patrimônio cultural para serem transmitidas e distribuídas nesta plataforma.

E o Coletivo Flores foi selecionado com o trabalho “MARIA” para uma conversa coreográfica com Taís Vieira, Diretora Artística e Criador da obra, no intuito de mostrar todo processo criativo.

O regime de isolamento social, embora seja a medida mais segura, necessária e eficaz para minimizar os efeitos diretos da Covid-19, tem imposto uma série de consequências para a vida de milhares de mulheres que já viviam em situação de violência doméstica. Elas estão sendo obrigadas a permanecer mais tempo no próprio lar junto a seu agressor, muitas vezes em habitações precárias, com os filhos e vendo sua renda diminuída. A vítima precisa de todo apoio.

O relacionamento abusivo é aquele em que predomina o excesso de poder de um sobre o outro. É o desejo de controlar a pessoa, suas atitudes, suas decisões...

Hoje em dia, muitas mulheres jovens estão nesses relacionamentos abusivos e não conseguem sair. Em 60% dos casos quem espanca ou mata é o namorado, marido ou o ex-marido. A violência psicológica não deixa marcas, mas também pode trazer graves consequências para saúde da mulher.

É preciso entender o medo, o silêncio, a vergonha, as dúvidas. É preciso apoiar sem julgar, não adianta discursos morais, éticos, não adianta mandar ter coragem. É simples entender: a mulher fica em um lugar ausente dela mesma, nada acontece! Não sente mais nada apesar de sentir muito, ausência de qualquer percepção, razão e ... algo que ainda nos falta palavras para explicar, porquê talvez não tenha explicação mesmo.



Sobre a artista: Taís Vieira é Diretora Artística e Coreógrafa do CIEMH2 Núcleo Cultural, do Coletivo Flores e Coreógrafa da Membros Cia de dança, iniciando sua carreira profissional na Dança em 1996. Integrou o Corpo de Jurados e, posteriormente, a Curadoria do Festival de Dança de Joinville 2012/2013/2014/2015/2016

O Coletivo Flores desenvolve, desde 2009, estudos que chamamos carinhosamente de “conversas coreográficas”, a partir de temas sociais com o intuito de levar para a cena, discussões pertinentes à vida em sociedade. O espetáculo de Dança “MARIA” tem como norte de criação a pesquisa realizada no universo da violência doméstica, tendo como base a Lei Maria da Penha, fatos reais, relatos e estatísticas de violência contra a mulher.

FICHA TÉCNICA:

Criação: Coletivo Flores

Intérpretes Criadores: Lorena Bitencourt, Rafael de Souza e Thiago Morethe.

Direção: Taís Vieira

Colagem Musical: Thiago Morethe e Taís Vieira

Trilha sonora: Depoimentos retirados de YouTube (relacionamentos abusivos) e base musical composição de Thiago Morethe

Edição e legendagem: Thiago Morethe

Intérprete de LIBRAS: André Conceição Carvalho

Imagens: Sara Jordan

Produção: Dilma Negreiros/CIEMH2

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Produção e Execução:

© 2020 Renato Mota